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Autoconvivência
Relaxe: um exercício para você perceber as necessidades do seu corpo
Por Luiz Felipe Guimarães • 13/02/2007
A época de férias dá oportunidade de conviver com nossos familiares e amigos, o que é muito bom. Eu quero propor a você uma convivência maior consigo mesma!
Costumo dizer que precisamos cultivar o hábito de nos observar. É muito saudável reservar tempo para essa importante tarefa. O nosso corpo é o amigo mais íntimo e fiel que nós temos. Ele sempre fala o que precisamos, sem mentiras ou meias-palavras.
Ao fazermos menção aos antigos orientais que ficavam meditando em seus mosteiros, costumamos pensar que não passam de um bando de alienados sem vontade de conhecer a vida como ela realmente é. Isso está um pouco longe da realidade.
Será que nós podemos escutar uma mensagem se há barulho por todos os lados? Como esperamos ser pacíficos e felizes, se não cultivamos a paz e a felicidade em nós mesmos?
Vocês dirão então, que é preciso se filiar a alguma seita ou religião que cultive a meditação para que aprendamos a nos conhecer... Nada disso!
Para começar, ninguém sabe mais de nós do que nós mesmos. Terapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos são apenas parceiros na nossa caminhada para nós mesmos, eles são consultores, mas quem procura se consultar deve estar disposto a trilhar por um caminho. É como numa viagem, em que seguimos por uma estrada e, de repente, nos deparamos com várias rotas e aí perguntamos a alguém (o nosso consultor) por qual rota seguir.
Se ele for sincero, responderá com outra pergunta: "Aonde você quer chegar?". Aí você pensa e diz "Ah! Meu objetivo é este!", então ele dirá: "Neste caso, de acordo com o que aprendi e estudei, é mais provável que você encontre sua resposta trilhando o caminho do meio...".
Esta resposta parece meio enigmática, é bem verdade, mas ela deixa claro que o caminho é seu, de mais ninguém e também que só se chega ao objetivo se tivermos um e quisermos nos colocar a caminho.
A boa notícia é que diversas pessoas estão dispostas a percorrê-lo com você. Os caminhos se cruzam e coincidem com os de outros, com os quais você pode trocar experiências e aprender ainda mais durante a jornada. Aquele consultor do início, também se oferece para acompanhá-la, e ao longo do tempo, entre conversas, se você perceber que aquele rumo não é o mais adequado, vocês vão juntos ponderar e combinar atalhos e trilhas, sempre de acordo com o que você quer e principalmente, com o que está realmente disposta a conseguir.
Exercite-se
Vou ensinar uma prática de autoconvivência, que vai ajudá-la muito no seu percurso. Ela pode ser feita por qualquer um e serve tanto para se sentir bem, como para observar melhor determinadas partes do corpo que chamem sua atenção durante o exercício.
Sente-se numa cadeira ou mesmo no chão, se preferir. A coluna deve estar mais ereta possível (você pode deitar também, mas só cuidado para não dormir). Feche os olhos. Respire fundo, de maneira lenta, por três vezes, ou até sentir que uma onda maior de calma tomou conta de você. Agora, respire normalmente, procure trazer à mente alguma imagem que lhe traga a sensação de felicidade e de paz. Pode ser uma praia deserta, ou um campo florido, ou a companhia de alguma pessoa muito querida, ou qualquer coisa que a faça sentir-se bem.
Procure imaginar, sem o mínimo esforço, que você realmente está presenciando e vivendo este momento. Deixe que a sensação de felicidade e de paz envolva você por completo, sinta que você está protegida, alegre, calma. Se quiser sorrir, faça-o, pois facilita o processo. Fique assim o quanto quiser, podendo praticar sempre que tiver vontade. O tempo não é tão importante e sim a sensação de paz e felicidade.
Escute o seu corpo
Se alguma parte do corpo chamar sua atenção durante a prática procure com tranqüilidade analisar o que é, mantenha-se calma e confiante. Lembre-se: você está finalmente ouvindo a voz do seu amigo mais íntimo e fiel. Se você precisar, pode procurar orientação.
Este estado é mais relaxante do que o próprio sono e atua modificando padrões de stress, como as descargas freqüentes de adrenalina e outros hormônios.
É uma maneira de nos educar para a felicidade, para a paz, a calma e a esperança. Com o tempo, você irá perceber que mesmo realizando as tarefas corriqueiras, você sentirá "ondas de bem-estar" semelhantes ao exercício de relaxamento. Você saberá então, que a educação do corpo e da mente já estão surtindo efeito...
Fiquem bem e até a próxima!
Luiz Felipe Guimarães é médico homeopata, especialista em clínica médica, membro da Federação Brasileira de Homeopatia. Possui especializações nas áreas de terapia ortomolecular, acupuntura e fitoterapia. Para entrar em contato escreva para drluizfelipe@yahoo.com.br.  Leia mais deste autor.
Costumo dizer que precisamos cultivar o hábito de nos observar. É muito saudável reservar tempo para essa importante tarefa. O nosso corpo é o amigo mais íntimo e fiel que nós temos. Ele sempre fala o que precisamos, sem mentiras ou meias-palavras.
Ao fazermos menção aos antigos orientais que ficavam meditando em seus mosteiros, costumamos pensar que não passam de um bando de alienados sem vontade de conhecer a vida como ela realmente é. Isso está um pouco longe da realidade.
Será que nós podemos escutar uma mensagem se há barulho por todos os lados? Como esperamos ser pacíficos e felizes, se não cultivamos a paz e a felicidade em nós mesmos?
Terapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos são apenas parceiros na nossa caminhada para nós mesmos, eles são consultores, mas quem procura se consultar deve estar disposto a trilhar por um caminho
Vocês dirão então, que é preciso se filiar a alguma seita ou religião que cultive a meditação para que aprendamos a nos conhecer... Nada disso!
Para começar, ninguém sabe mais de nós do que nós mesmos. Terapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos são apenas parceiros na nossa caminhada para nós mesmos, eles são consultores, mas quem procura se consultar deve estar disposto a trilhar por um caminho. É como numa viagem, em que seguimos por uma estrada e, de repente, nos deparamos com várias rotas e aí perguntamos a alguém (o nosso consultor) por qual rota seguir.
Se ele for sincero, responderá com outra pergunta: "Aonde você quer chegar?". Aí você pensa e diz "Ah! Meu objetivo é este!", então ele dirá: "Neste caso, de acordo com o que aprendi e estudei, é mais provável que você encontre sua resposta trilhando o caminho do meio...".
Esta resposta parece meio enigmática, é bem verdade, mas ela deixa claro que o caminho é seu, de mais ninguém e também que só se chega ao objetivo se tivermos um e quisermos nos colocar a caminho.
A boa notícia é que diversas pessoas estão dispostas a percorrê-lo com você. Os caminhos se cruzam e coincidem com os de outros, com os quais você pode trocar experiências e aprender ainda mais durante a jornada. Aquele consultor do início, também se oferece para acompanhá-la, e ao longo do tempo, entre conversas, se você perceber que aquele rumo não é o mais adequado, vocês vão juntos ponderar e combinar atalhos e trilhas, sempre de acordo com o que você quer e principalmente, com o que está realmente disposta a conseguir.
Exercite-se
Vou ensinar uma prática de autoconvivência, que vai ajudá-la muito no seu percurso. Ela pode ser feita por qualquer um e serve tanto para se sentir bem, como para observar melhor determinadas partes do corpo que chamem sua atenção durante o exercício.
Sente-se numa cadeira ou mesmo no chão, se preferir. A coluna deve estar mais ereta possível (você pode deitar também, mas só cuidado para não dormir). Feche os olhos. Respire fundo, de maneira lenta, por três vezes, ou até sentir que uma onda maior de calma tomou conta de você. Agora, respire normalmente, procure trazer à mente alguma imagem que lhe traga a sensação de felicidade e de paz. Pode ser uma praia deserta, ou um campo florido, ou a companhia de alguma pessoa muito querida, ou qualquer coisa que a faça sentir-se bem.
Procure imaginar, sem o mínimo esforço, que você realmente está presenciando e vivendo este momento. Deixe que a sensação de felicidade e de paz envolva você por completo, sinta que você está protegida, alegre, calma. Se quiser sorrir, faça-o, pois facilita o processo. Fique assim o quanto quiser, podendo praticar sempre que tiver vontade. O tempo não é tão importante e sim a sensação de paz e felicidade.
Escute o seu corpo
Se alguma parte do corpo chamar sua atenção durante a prática procure com tranqüilidade analisar o que é, mantenha-se calma e confiante. Lembre-se: você está finalmente ouvindo a voz do seu amigo mais íntimo e fiel. Se você precisar, pode procurar orientação.
Este estado é mais relaxante do que o próprio sono e atua modificando padrões de stress, como as descargas freqüentes de adrenalina e outros hormônios.
É uma maneira de nos educar para a felicidade, para a paz, a calma e a esperança. Com o tempo, você irá perceber que mesmo realizando as tarefas corriqueiras, você sentirá "ondas de bem-estar" semelhantes ao exercício de relaxamento. Você saberá então, que a educação do corpo e da mente já estão surtindo efeito...
Fiquem bem e até a próxima!
Luiz Felipe Guimarães é médico homeopata, especialista em clínica médica, membro da Federação Brasileira de Homeopatia. Possui especializações nas áreas de terapia ortomolecular, acupuntura e fitoterapia. Para entrar em contato escreva para drluizfelipe@yahoo.com.br.  Leia mais deste autor.
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