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Anticoncepcionais > Proteção contra DSTs
Por Pilar Magnavita • 20/06/2008
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Métodos de barreira

Camisinha (preservativo) - eficácia de 80% a 92%

É o único método que, além de contraceptivo, é capaz de proteger o casal de doenças sexualmente transmissíveis. Veste completamente o pênis e sua ação consiste em coletar o sêmen, impedindo que se espalhe no útero. As pessoas, no entanto, esquecem-se de observar alguns aspectos:

- Desenrolá-lo totalmente no pênis para que ele não saia durante a relação;

- Deixar um pequeno espaço entre a glande (cabeça do pênis) e a ponta do preservativo para coletar o sêmen;

- Após a ejaculação, é preciso retirar o pênis antes que ele se torne flácido, pois pode haver um refluxo do esperma;

"Se houver rompimento da camisinha em uma relação, o que pode e deve ser feito é o uso de contracpepção hormonal de emergência, o mais cedo possível", alerta dr. Marcelino Poli, da Febrasgo.

Já a camisinha feminina é mais eficaz que a masculina. Entretanto, ambas dependem de um uso correto. Quanto a possibilidade de causar alergia, teoricamente, pode, mas é muito raro esse acontecimento.

Diafragma: eficácia de 80% a 92%.

Consiste numa cúpula de borracha ou silicone que a mulher coloca, com os próprios dedos, no fundo da vagina, encobrindo o colo uterino. É necessário haver uma previsão da relação sexual, pois o diafragma deve ser colocado antes que a relação ocorra e retirado após oito horas de terminada. Ele impede a entrada dos espermatozóides no útero e deve ser usado com algum espermicida. Somente o ginecologista é capaz de indicar o tamanho correto para cada mulher.

Segundo Marcelino Poli, da Febrasgo, ainda há mulheres que preferem o uso do diafragma como método anticoncepcional, embora em menor número. Sua indicação depende exclusivamente da escolha da paciente. Está indicado nas situações em que ouros métodos, com maior eficácia, forem contra-indicados. Costuma ser bem eficaz sem o espermicida, mas a recomendação é de que seu uso seja feito associado a algum gel. Sua eficácia é inferior a das pílulas e à do DIU.

Métodos químicos

São géis e cremes espermicidas, introduzidos na vagina e usados com outros métodos contraceptivos, em geral, com o diafragma e a camisinha. Sua eficácia é de 80% a 92%.

Método mecânico

Dispositivo Intra Uterino (DIU): eficácia de 99,9%.

Existem dois tipos de DIU em uso prático: os de plástico, com cobre e os de plástico com hormônio, sendo este o levonorgestrel (o mesmo do Microvlar/Nordette e da pílula de emergência). São colocados dentro do útero pelo ginecologista e impedem o encontro dos espermatozóides com o óvulo. Habitualmente, deve ser colocado com a paciente menstruada para facilitar a colocação e por não haver suspeitas de gravidez. Algumas mulheres podem apresentar aumento do fluxo menstrual e das cólicas com este método. Ainda é bem usado por ser prático: o tempo máximo do DIU de cobre é de 12 anos e o do DIU com hormônio, de 5 anos.

Há, no entanto, contra-indicações:

- Doença inflamatória ginecológica;

- Suspeita de gravidez;

- Hemorragias uterinas de causa não definida;

- Alterações do formato normal do útero (diagnosticada pelo médico);

- Cólica menstrual intensa pois a tendência será de acentuar tal sintoma podendo chegar a intolerância absoluta.

Com tantas opções, não há motivo para ter uma relação com riscos de uma gravidez inesperada. Mas, de qualquer forma, somente com a camisinha você se protege contra as DSTs. Cuide bem da sua saúde!



Pilar Magnavita   Leia mais deste autor.




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