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Tipos de pílula
Pílulas orais: eficácia de 99,5%.
- Monofásicas: são as mais comuns, encontradas em embalagens de 21 comprimidos, embora haja algumas com 22 ou 24 pílulas. Todos os comprimidos ativos têm a mesma composição e dose. Para algumas marcas, as embalagens contêm, além das pílulas ativas, seis ou sete de placebo para completar 28 comprimidos.
- Bifásicas: contêm dois tipos de comprimidos ativos, de diferentes cores, com os mesmos hormônios em proporções diferentes. Devem ser tomados na ordem indicada na embalagem.
- Trifásicas: parecida com as bifásicas, nesta, são três tipos de comprimidos ativos, também de diferentes cores, com os mesmos hormônios em proporções diferentes. Devem ser tomados na ordem indicada na embalagem.
- De emergência: trata-se da famosa "pílula do dia seguinte". Ela deve ser tomada logo após a relação sexual e evita a gravidez. É indicada para complementar algum método contraceptivo, como em casos em que o coito não foi interrompido e a mulher esqueceu de tomar o anticoncepcional por dois ou três dias no mês.
Pílulas vaginais: eficácia de 99,9%.
Sim, elas existem. São 21 comprimidos ativos na embalagem. O mecanismo de ação principal é a inibição da ovulação, mas tornam ainda o muco espesso, o que dificulta a passagem dos espermatozóides.
Minipílulas: eficácia de 99,5% a 99% durante amamentação.
São comprimidos feitos apenas de progesterona indicadas durante a amamentação ou quando a mulher tem contra-indicação ao uso do estrogênio. Deve ser tomada diariamente sem períodos de pausa. Muitas mulheres não menstruam com seu uso. Não inibe a ovulação consistentemente, mas age sobre o muco cervical tornando-o pouco receptivo ao espermatozóide que, por isso, não consegue alcançar o óvulo dentro da trompa uterina.
Cerazette: eficácia de 99,5%.
É uma pílula anticoncepcional feita sem estrogênio. Difere das minipílulas, pois inibe a ovulação de maneira eficaz, podendo ser utilizada durante a amamentação e também em qualquer período. Deve ser tomada continuamente e a maioria das mulheres que a utilizam param de menstruar. É indicada para pacientes com hipersensibilidade aos estrogênios (náusea, enxaqueca, dor mamária). Tem boa eficácia contraceptiva, semelhante às pílulas convencionais.
Outros métodos hormonais
Injetáveis: eficácia de 99,9%.
Não causa infertilidade. Consiste em uma injeção, tomada de uma a três vezes ao mês. Combina estrógeno e progesterona, em doses mais altas para ter um efeito prolongado. Como inconveniente, pode acarretar irregularidade menstrual. É recomendada a pacientes que não possuem disciplina na hora de tomar pílulas.
Endoceptivo Mirena (SIU): eficácia de 99,9%.
É um dispositivo intra-uterino que age na camada interna do útero, impedindo a implantação. A maioria das mulheres que o utilizam param de menstruar ou apresentam menstruações em pequena quantidade. Bem indicado para mulheres com cólicas (endometriose, miomas). Tem duração de cinco anos e deve ser colocado pelo ginecologista com a paciente menstruada.
Anel Vaginal (Nuvaring): eficácia de 99,6%, se usado perfeitamente.
Anel flexível que deve ser colocado na vagina pela própria mulher e mantido no lugar por três semanas. Após este período, é preciso dar uma pausa de uma semana e colocar um novo anel. Ele libera continuamente baixas doses de hormônios que inibem a ovulação.
Adesivo Evra: eficácia de 99,9%.
É um dos métodos mais simples e fáceis de evitar a gravidez. Trata-se de um adesivo incolor de 4 cm x 4cm, colado na pele e trocado uma vez por semana. Libera hormônios que inibem a ovulação.
Implanton (Organon): eficácia de 99,9%.
Consiste em um bastão de plástico, do tamanho de um palito de fósforo, que deve ser implantado no braço. O Implanton tem uso efetivo por três anos, prazo em que deve ser substituído ou retirado. Seu uso é difundido no Brasil, embora de forma restrita ou limitada, especialmente pelo preço do investimento.
(Fonte: IPGO e Febrasgo)
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