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Caso você já tome algum tipo de pílula e gostaria de mudar, os médicos afirmam que não há risco algum. Terminando uma cartela de pílulas de uma determinada marca e aguardando os sete dias de pausa entre as cartelas, pode iniciar o uso de outra marca. Se não menstruar ao término da segunda cartela, é aconselhável consultar seu ginecologista para que este possa diagnosticar a causa de tal fenômeno. Isto pode ser uma falha da pílula e, portanto, uma gravidez, mas, porém, é mais provável ser uma disfunção hormonal.
Nos casos em que as mulheres tomam cartelas seguidas de pílulas, os doutores Cambiaghi e Poli afirmam que não há problema algum, no entanto, deve-se consultar o médico sempre. E, ao contrário do que muita gente pensa, não é necessário dar intervalos após meses tomando a pílula. "Não há trabalhos científicos que demonstrem esta necessidade. É uma opção da paciente o uso dessa forma", esclarece Poli. "O risco de gravidez é o mesmo daquele associado ao uso cíclico. Talvez seja menor". Cambiaghi, no entanto, ressalta ainda que é necessário observar o fluxo da menstruação. "Apenas se a paciente verificar que a menstruação está diminuindo, ficando pouca, é recomendado suspender a medicação até que volte a próxima. Mas os novos medicamentos vêm com dosagem mais baixa de hormônios e não requerem interrupção", esclarece.
Nos primeiros meses de uso, algumas mulheres sentem náuseas, cefaléia leve, sensibilidade mamária, leve ganho de peso, nervosismo ou mesmo acne, ainda que a pílula seja usada no tratamento para espinhas. Mas, de acordo com Cambiaghi, a incidência desses efeitos é inferior a 10%. De início, podem ocorrer ainda alterações do ciclo menstrual, como manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações ou amenorréia, quando a menstruação não vem. "É mais comum se a mulher esquece de tomar a pílula", esclarece o médico. Outros efeitos colaterais pouco comuns são alterações do humor, como depressão e menor interesse sexual.
O médico faz ainda um alerta para as pílulas de emergência, conhecidas como "pílulas do dia seguinte". Elas são usadas quando há risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida. "Já alertei várias pacientes minhas sobre o uso indiscriminado da pílula de emergência", afirma o médico. "Ela é eficaz, mas não deve ser tomada após toda relação sexual. Ela deve ser tomada apenas quando a mulher não usou devidamente um contraceptivo, mas não deve se tornar um hábito". Isto porque as doses de hormônio são muitas mais altas que de uma pílula qualquer.
Para quem tem medo de tomar injeções contraceptivas, o dr. Poli diz que os anticoncepcionais injetáveis não causam esterilidade feminina. "Algumas mulheres que, sem saberem ser portadoras de algum fator de infertilidade, usam os contraceptivos, quando o suspendem e desejam engravidar, o problema, que já havia previamente ao uso, aparece, deixando a impressão de haver conexão entre ambos", explica. "Os contraceptivos injetáveis só com progestágeno, para uso de três em três meses, quando suspenso seu uso, podem provocar um retardo de alguns meses no retorno à fertilidade - sempre a que existia antes do uso".
Depois de todas essas explicações, não há mais motivos que levem aos arcaicos e perigosos métodos caseiros de contracepção. "As lavagens uterinas, com uso de limão ou vinagre ou até mesmo refrigerantes de cola, além de estarem proscritos por serem ineficazes, eles causam de lesões e ferem a genitália", conclui o ginecologista Marcelino Poli.
Riscos
- Não são recomendados para lactantes, pois afetam a qualidade e quantidade do leite;
- Muito raramente, podem causar acidentes vasculares, tromboses ou infarto, sendo que o risco é maior entre fumantes com 35 anos ou mais;
- Podem aumentar o risco para tumores de fígado, sendo extremamente raros os tumores malignos;
- Existem ainda dúvidas sobre a possível aceleração da evolução de cânceres pré-existentes com o uso da pílula.
Benefícios
- Podem aumentar o prazer sexual porque diminuem a preocupação com a possibilidade de engravidar;
- Proporcionam ciclos menstruais regulares, com sangramento durante menos tempo e em menor quantidade;
- Diminuem a freqüência e a intensidade das cólicas menstruais;
- A fertilidade retorna em seguida à interrupção da cartela;
- Podem ser utilizados como anticoncepção de emergência, após uma relação sexual desprotegida;
- Podem prevenir anemia.
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