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gravidez, sedução, anticoncepcional, pílula, camisinha, hormônio, contracepção, diu, anel vaginal, se, para, ou, saber, pode, vasectomia
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Anticoncepção hormonal
Saiba o que é mito sobre os anticoncepcionais hormonais
Por Mariana Maldonado • 01/04/2007
A proximidade do dia primeiro de abril - dia da mentira - me fez lembrar um assunto que até hoje é cercado de mitos e lendas, inclusive e infelizmente também no meio médico - o uso dos anticoncepcionais hormonais. Pílulas com as mais variadas composições e dosagens hormonais, injeções mensais e trimestrais, anel vaginal, adesivo anticoncepcional, implante... são tantas opções que a gente fica tonta e cheia de dúvidas sobre os efeitos que esses medicamentos podem ter sobre o nosso corpo. Por isso, selecionei algumas das perguntas mais freqüentes para tentar desvendar esses mistérios.
Se eu usar a pílula anticoncepcional por muitos anos seguidos terei problemas para engravidar?
Até hoje não existe nenhum estudo mostrando que o uso prolongado das pílulas anticoncepcionais pode provocar infertilidade. A pílula não tem efeito acumulativo, ou seja, quando a mulher pára de tomar o retorno à fertilidade é imediato. Se depois de parar a pílula a mulher não conseguir engravidar ou não voltar a menstruar normalmente, o melhor a fazer é consultar o médico para saber o que está acontecendo.
Os anticoncepcionais injetáveis são uma "bomba de hormônios"?
Dizer que o anticoncepcional injetável, seja mensal ou trimestral, é uma "bomba hormonal" é um mito e sem nenhum respaldo científico. Cito aqui algumas razões que justificam essa afirmação: por ser um medicamento aplicado via intra-muscular ele é absorvido lentamente pelo corpo em quantidades suficientes para durar um mês (no caso dos injetáveis mensais) até três meses (para os trimestrais); por mais que a dose total possa parecer maior que a das pílulas, na verdade não é: quando se toma a pílula, parte dela é inativada pelo nosso fígado. Dessa forma, são necessárias doses maiores de hormônio na pílula para que ela possa proteger a mulher da gravidez. Além disso, podem ser uma ótima opção para aquelas mulheres mais esquecidas. Só não vale esquecer de anotar no calendário a data da aplicação! Como todo método hormonal, os injetáveis também têm contra indicações e efeitos colaterais. Por isso, a avaliação médica é essencial para saber se esse método é ou não é adequado para suas necessidades.
É bom dar uma "paradinha" na pílula de vez em quando para descansar os ovários?
Esse é um mito muito perigoso para quem não quer engravidar fora de hora. As pílulas modernas têm uma dosagem hormonal muito diferente das suas precursoras, lançadas na década de 60. A baixa dose hormonal das pílulas de hoje tem o objetivo de diminuir os efeitos colaterais e os riscos à saúde, mantendo o seu efeito protetor contra a gravidez. Por isso, meninas, atenção: essa história de dar uma "paradinha" para descansar os ovários é a maior furada! Eu já fiz um monte de partos dessas "paradinhas"...
Em meio a tantos mitos e lendas, uma coisa é certa: os métodos hormonais estão entre mais seguros para quem quer evitar uma gravidez fora de hora, quando usados da forma correta e desde que não sejam contra-indicados. Além disso, podem ajudar no tratamento da TPM e das cólicas, regulam o ciclo menstrual e reduzem a quantidade de sangue. Apesar de tantos benefícios, eles têm uma grande desvantagem: não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, tarefa que a camisinha desempenha muito bem. Por isso, o ideal é combinar as proteções usando camisinha em todas as relações sexuais!
Mariana Maldonado é ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.  Leia mais deste autor.
Se eu usar a pílula anticoncepcional por muitos anos seguidos terei problemas para engravidar?
Até hoje não existe nenhum estudo mostrando que o uso prolongado das pílulas anticoncepcionais pode provocar infertilidade. A pílula não tem efeito acumulativo, ou seja, quando a mulher pára de tomar o retorno à fertilidade é imediato. Se depois de parar a pílula a mulher não conseguir engravidar ou não voltar a menstruar normalmente, o melhor a fazer é consultar o médico para saber o que está acontecendo.
Os anticoncepcionais injetáveis são uma "bomba de hormônios"?
Dizer que o anticoncepcional injetável, seja mensal ou trimestral, é uma "bomba hormonal" é um mito e sem nenhum respaldo científico. Cito aqui algumas razões que justificam essa afirmação: por ser um medicamento aplicado via intra-muscular ele é absorvido lentamente pelo corpo em quantidades suficientes para durar um mês (no caso dos injetáveis mensais) até três meses (para os trimestrais); por mais que a dose total possa parecer maior que a das pílulas, na verdade não é: quando se toma a pílula, parte dela é inativada pelo nosso fígado. Dessa forma, são necessárias doses maiores de hormônio na pílula para que ela possa proteger a mulher da gravidez. Além disso, podem ser uma ótima opção para aquelas mulheres mais esquecidas. Só não vale esquecer de anotar no calendário a data da aplicação! Como todo método hormonal, os injetáveis também têm contra indicações e efeitos colaterais. Por isso, a avaliação médica é essencial para saber se esse método é ou não é adequado para suas necessidades.
É bom dar uma "paradinha" na pílula de vez em quando para descansar os ovários?
Esse é um mito muito perigoso para quem não quer engravidar fora de hora. As pílulas modernas têm uma dosagem hormonal muito diferente das suas precursoras, lançadas na década de 60. A baixa dose hormonal das pílulas de hoje tem o objetivo de diminuir os efeitos colaterais e os riscos à saúde, mantendo o seu efeito protetor contra a gravidez. Por isso, meninas, atenção: essa história de dar uma "paradinha" para descansar os ovários é a maior furada! Eu já fiz um monte de partos dessas "paradinhas"...
Em meio a tantos mitos e lendas, uma coisa é certa: os métodos hormonais estão entre mais seguros para quem quer evitar uma gravidez fora de hora, quando usados da forma correta e desde que não sejam contra-indicados. Além disso, podem ajudar no tratamento da TPM e das cólicas, regulam o ciclo menstrual e reduzem a quantidade de sangue. Apesar de tantos benefícios, eles têm uma grande desvantagem: não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, tarefa que a camisinha desempenha muito bem. Por isso, o ideal é combinar as proteções usando camisinha em todas as relações sexuais!
Mariana Maldonado é ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.  Leia mais deste autor.
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