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Já reparou nos comerciais de absorventes? Neles, as mulheres estão lindas, de bem com a vida e, surpreendentemente, vestindo calça branca! O.K., O.K., é puro e simples marketing, uma forma de atrair consumidores. Mas, cá entre nós, estes produtos realmente estão cada vez mais finos, confortáveis e perfeitamente adaptados às nossas formas. Das "toalhinhas" do tempo da vovó à variedade e praticidade dos absorventes dos dias de hoje, muita coisa mudou quando o assunto é o bem-estar e a higiene íntima da mulher.
Divididos em dois tipos básicos, os externos e internos, os absorventes descartáveis são companheiros - algumas vezes desconfortáveis - durante um dos períodos mais críticos para as mulheres: a menstruação. Por isso, as indústrias farmacêuticas estão sempre buscando alternativas para tornar "aqueles" dias menos desagradáveis. E, temos que reconhecer, muito já se conquistou. A aposentada Hosana Maciel, de 82 anos, não gosta nem de lembrar dos tempos da adolescência. "As toalhinhas eram um problema, afinal, o esquema era complicado. Nós as dobrávamos como um guardanapo e prendíamos uma cordinha, que passava num ganchinho, na cintura, para que o sangue não vazasse. O pior de tudo era que elas eram reaproveitáveis e era preciso muita paciência para conseguir tirar aquele sangue todo", relembra.
Atualmente, ao entrar em uma drogaria ou mercado, não são poucas as opções na hora de escolher o tipo de absorvente a ser usado. No entanto, algumas recomendações e dicas de um ginecologista podem ajudar a chegar a uma decisão.
Absorventes externos
Os absorventes externos existem no Brasil há mais de 50 anos e, desde a chegada do "Modess" - nome da primeira marca vendida no país -, muitos avanços foram feitos.
As abas, os tamanhos alternativos e as diferenças de acordo com o fluxo foram algumas das mudanças que surgiram nos últimos anos, mas nem todas são benéficas. De acordo com especialistas, os produtos perfumados, por exemplo, aumentam muito a chance de alergia e a linha "Sempre Seca" pode causar ressecamento.
"Tenho um problema muito grande com absorvente externo, não sei nem andar direito com ele e ainda por cima me dá alergia. Gosto mesmo é do interno, mas como uso DIU e meu fluxo é muito forte, nos dias mais caóticos tenho que usar os dois. Sofro muito! Fico vermelha e com coceira", conta Andrea Borja Rios, de 42 anos.
Gostos e contradições à parte, os absorventes externos continuam sendo os mais escolhidos pelas mulheres devido à variedade - muito maior do que a dos internos -, mas principalmente pela acessibilidade de preço, já que a marca mais barata custa aproximadamente R$ 0,80.
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