-
Colunistas

Beth Valentim
Não há como esquecer os fortes sentimentos de um amor do passado
José Guilherme Vereza
Ciúme de ginecologista? Tem gente que discute a relação por isso...
Verônica Volúpia
Com a Lei Seca, será preciso mais do que coragem na hora da conquista
Rosana Caiado
No cardápio de homens, você escolhe x-tudo, big x-tudo ou big x-tudão?
Últimos blogs atualizados
erikinha2210h10m | FelicidadePanzinha Sequim22h49m | Sou nova aqui!MariBastos22h29m | MariBastos
Últimos foruns
Matérias relacionadas
Natal e réveillon
O clima de festa está nas ruas, mas as emoções não partilham dele
Por Eda Fagundes • 25/12/2006
O clima de Natal já está, há algumas semanas, visivelmente presente nas ruas, nas casas, nas lojas e dentro de nós. Não necessariamente gostamos dessa data, mas é verdade que não conseguimos passar incólumes por ela. Percebo que há um grande número de pessoas que especialmente desgostam dessa época do ano. Parecem associá-la à tristeza e à melancolia. Revivem-se as perdas, as ausências, e as dores adormecidas parecem despertar. Fico sempre pensando no porquê de valorizarmos mais as ausências do que as presenças, as tristezas do que as alegrias. As sensações ruins tendem a predominar e devemos estar sempre atentos para lutar contra esta tendência.
Acho importante aprendermos a valorizar o real, o possível e deixarmos um pouco de lado a sensação de que um dia a realidade vai se parecer com tudo que idealizamos. As fantasias desenvolvidas ao longo da vida não têm nenhum compromisso de existirem no real. A história real, aquela que de fato estamos escrevendo e da qual estamos participando, precisa atender às exigências do mundo concreto. Nesse mundo, não conseguimos isolar o bem do mal, o branco do preto, a alegria da dor, o ganho da perda. Precisamos viver as situações e os sentimentos por inteiro. O desejo de afastar o " lado ruim " é utópico, até percebermos que a beleza e a graça estão justamente no que de fato existe, na história da vida real, com seu lado bom e ruim, doce e amargo, claro e escuro. Assim é... e aí está toda a graça do viver.
A cor é vermelha, as milhares de luzinhas piscam sem cessar e de certa forma nos sentimos cobrados ( e efetivamente somos) a confraternizar. Há uma certa obrigatoriedade implícita,um manual invisível de conduta que devemos ter nessas ocasiões. Antes de qualquer coisa, acho importante reconhecermos que as emoções não têm data marcada e que não somos obrigados a gostar de nenhuma em especial. Não há nada errado nisso. O importante é que cada um, a seu modo, de acordo com sua especificidade, possa viver esse momento de forma agradável e plena.
Poucos dias depois, somos convidados a entrar em contato com emoções também muito fortes, mas de natureza diferente. O "réveillon " parece nos jogar para cima, com a leveza das borbulhas do champanhe. A cor é o branco. O clima é de festa e dessa vez, não necessariamente, dentro dos domínios familiares. A palavra de ordem é alegria e, sobretudo, esperança. Nesse dia, existe uma espécie de marco entre o passado e o futuro. O momento da virada do ano fica suspenso entre esses dois pólos, é como se algo de mágico pudesse acontecer - e pode. A passagem do ano nos leva a algumas reflexões importantes. É como se aquele minuto último do ano e primeiro do outro tivesse o poder de transformar destinos e rumos. Claro que não tem. Essa ilusão nos leva muitas vezes a adotar um novo posicionamento, este sim com grandes poderes. A época é propícia para balanços, acertos de rumo e correção de rotas. Não podemos saber o que os próximos tempos nos reservam, mas podemos interferir em como, em que tom, viveremos e reagiremos aos acontecimentos. Parece pouco? Não é mesmo. Esse é o grande poder.
Num espaço de sete dias somos mexidos e remexidos violentamente. Entramos em contato com muitas emoções diferentes e acho importante que saibamos assimilá-las e incorporá-las ao nosso cotidiano.
Culpas não resolvem, só servem para nos derrubar. Tomar consciência e assumir responsabilidades é outro papo. Pode nos ajudar nas transformações. Essa é uma boa hora para listarmos e nos propormos a mudar o que não está nos fazendo bem.
Um feliz Natal pra todos.
Até a próxima!
Eda Fagundes é psicóloga clínica com longa experiência nos tratamentos de casal, família e transtornos da sexualidade.  Leia mais deste autor.
Acho importante aprendermos a valorizar o real, o possível e deixarmos um pouco de lado a sensação de que um dia a realidade vai se parecer com tudo que idealizamos. As fantasias desenvolvidas ao longo da vida não têm nenhum compromisso de existirem no real. A história real, aquela que de fato estamos escrevendo e da qual estamos participando, precisa atender às exigências do mundo concreto. Nesse mundo, não conseguimos isolar o bem do mal, o branco do preto, a alegria da dor, o ganho da perda. Precisamos viver as situações e os sentimentos por inteiro. O desejo de afastar o " lado ruim " é utópico, até percebermos que a beleza e a graça estão justamente no que de fato existe, na história da vida real, com seu lado bom e ruim, doce e amargo, claro e escuro. Assim é... e aí está toda a graça do viver.
Não podemos saber o que os próximos tempos nos reservam, mas podemos interferir em como, em que tom, viveremos e reagiremos aos acontecimentos. Parece pouco? Não é mesmo. Esse é o grande poder
A cor é vermelha, as milhares de luzinhas piscam sem cessar e de certa forma nos sentimos cobrados ( e efetivamente somos) a confraternizar. Há uma certa obrigatoriedade implícita,um manual invisível de conduta que devemos ter nessas ocasiões. Antes de qualquer coisa, acho importante reconhecermos que as emoções não têm data marcada e que não somos obrigados a gostar de nenhuma em especial. Não há nada errado nisso. O importante é que cada um, a seu modo, de acordo com sua especificidade, possa viver esse momento de forma agradável e plena.
Poucos dias depois, somos convidados a entrar em contato com emoções também muito fortes, mas de natureza diferente. O "réveillon " parece nos jogar para cima, com a leveza das borbulhas do champanhe. A cor é o branco. O clima é de festa e dessa vez, não necessariamente, dentro dos domínios familiares. A palavra de ordem é alegria e, sobretudo, esperança. Nesse dia, existe uma espécie de marco entre o passado e o futuro. O momento da virada do ano fica suspenso entre esses dois pólos, é como se algo de mágico pudesse acontecer - e pode. A passagem do ano nos leva a algumas reflexões importantes. É como se aquele minuto último do ano e primeiro do outro tivesse o poder de transformar destinos e rumos. Claro que não tem. Essa ilusão nos leva muitas vezes a adotar um novo posicionamento, este sim com grandes poderes. A época é propícia para balanços, acertos de rumo e correção de rotas. Não podemos saber o que os próximos tempos nos reservam, mas podemos interferir em como, em que tom, viveremos e reagiremos aos acontecimentos. Parece pouco? Não é mesmo. Esse é o grande poder.
Num espaço de sete dias somos mexidos e remexidos violentamente. Entramos em contato com muitas emoções diferentes e acho importante que saibamos assimilá-las e incorporá-las ao nosso cotidiano.
Culpas não resolvem, só servem para nos derrubar. Tomar consciência e assumir responsabilidades é outro papo. Pode nos ajudar nas transformações. Essa é uma boa hora para listarmos e nos propormos a mudar o que não está nos fazendo bem.
Um feliz Natal pra todos.
Até a próxima!
Eda Fagundes é psicóloga clínica com longa experiência nos tratamentos de casal, família e transtornos da sexualidade.  Leia mais deste autor.
bolsa de mulher no seu celular
downlevel description
This video requires the Adobe® Flash® Player. Download a free version of the player.
Últimos comentários
Comentários (0)
-
Seja a primeira a comentar
Para enviar sua resposta identifique-se ou então crie já o seu cadastro! É rápido, é fácil, é GRATUITO!
Últimas matérias
- Corpo e Bem-estar - Guia da saúde sexual
- Mulherinvest - Fim de ano: controle o bolso!
- Estilo de Viver - Medo de envelhecer
- Mundo Melhor - Coleta seletiva
- Casa e Família - Fique fria!
- Amor e Sexo - O homem errado
- Beleza - Beleza negra
Novidades por email


Indicar Matéria
Imprimir Matéria

