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Ex-piã
A relação acabou. Mas elas ainda querem saber todos os passos do ex
Por Fernanda Saboya • 01/02/2007
Vocês namoraram por algum tempo. Mas não deu certo. Cada um foi para o seu lado e pronto, você não quer nem mais saber dele. Será? Para muitas mulheres, não é bem assim que a banda toca. Mesmo após o fim do relacionamento, elas continuam ligadas à vida do ex-parceiro, ávidas por qualquer informação fresquinha.
Seja por amigos em comum, pela internet - e nessa hora os scraps reveladores do Orkut ajudam bastante -, ou até mesmo pelo próprio, elas não poupam esforços para saber a quantas anda a vida do ex. Querem saber de tudo: se ele continua solteiro, se está namorando sério, se está sofrendo com o fim do relacionamento, ou se está na farra com os amigos. Estranho? Nem tanto, cara leitora. A curiosidade faz parte da natureza humana. "Se uma pessoa pertenceu à sua vida, é normal querer saber como ela está, nem que seja apenas para matar a curiosidade", afirma a psicóloga Olga Inês Tessari.
E, vamos admitir, os dias de hoje são uma benção para as curiosas de plantão. Ferramentas para ficar por dentro do cotidiano alheio não faltam. É blog, fotolog, página pessoal... Difícil não dar uma espiadinha, como diz o outro. "Eu não tenho neura com nenhum ex. Mas, confesso: dou sempre uma geral no Orkut. Acho graça, vejo quem entrou, quem saiu, quem está comprometido. E não resisto às fotos", conta a gerente de marketing Viviane Toledo.
Essa característica, além dos adventos tecnológicos, conta também com outra fraqueza humana: a fofoca. A designer Paula Martins recebe sempre de uma amiga em comum dados atualizados sobre os casos do ex, com os quais ela jura que até se diverte. "Só fiquei chateada quando descobri que ele havia me traído com uma fulaninha que nos rondava. Mas essas coisas me ajudaram a cortá-lo de vez da minha vida".
Funcional para umas, prejudicial para outras. A curiosidade alimentada constantemente pode não fazer bem. A médica Rosane Bacellar diz que sofreu muito para conseguir esquecer um amor. A facilidade de encontrar informações e de saber os passos do ex, que trabalhava no mesmo hospital que ela, foi um problema sério. "Eu era masoquista, sofria, mas sempre queria saber mais, queria ficar por dentro de tudo. A proximidade facilitava isso. O que acontecia? Sabia quando ele ficava com alguém, sabia se ele ficava interessado, se estava doente, feliz, triste. Eu não rompia o laço. Ele continuava fazendo parte da minha vida sem saber. Tive que fazer até terapia", conta Rosana, hoje curada.
Seja por amigos em comum, pela internet - e nessa hora os scraps reveladores do Orkut ajudam bastante -, ou até mesmo pelo próprio, elas não poupam esforços para saber a quantas anda a vida do ex. Querem saber de tudo: se ele continua solteiro, se está namorando sério, se está sofrendo com o fim do relacionamento, ou se está na farra com os amigos. Estranho? Nem tanto, cara leitora. A curiosidade faz parte da natureza humana. "Se uma pessoa pertenceu à sua vida, é normal querer saber como ela está, nem que seja apenas para matar a curiosidade", afirma a psicóloga Olga Inês Tessari.
E, vamos admitir, os dias de hoje são uma benção para as curiosas de plantão. Ferramentas para ficar por dentro do cotidiano alheio não faltam. É blog, fotolog, página pessoal... Difícil não dar uma espiadinha, como diz o outro. "Eu não tenho neura com nenhum ex. Mas, confesso: dou sempre uma geral no Orkut. Acho graça, vejo quem entrou, quem saiu, quem está comprometido. E não resisto às fotos", conta a gerente de marketing Viviane Toledo.
Eu era masoquista, sofria, mas sempre queria saber mais, queria ficar por dentro de tudo. Sabia quando ele ficava com alguém, sabia se ele ficava interessado, se estava doente, feliz, triste
Essa característica, além dos adventos tecnológicos, conta também com outra fraqueza humana: a fofoca. A designer Paula Martins recebe sempre de uma amiga em comum dados atualizados sobre os casos do ex, com os quais ela jura que até se diverte. "Só fiquei chateada quando descobri que ele havia me traído com uma fulaninha que nos rondava. Mas essas coisas me ajudaram a cortá-lo de vez da minha vida".
Funcional para umas, prejudicial para outras. A curiosidade alimentada constantemente pode não fazer bem. A médica Rosane Bacellar diz que sofreu muito para conseguir esquecer um amor. A facilidade de encontrar informações e de saber os passos do ex, que trabalhava no mesmo hospital que ela, foi um problema sério. "Eu era masoquista, sofria, mas sempre queria saber mais, queria ficar por dentro de tudo. A proximidade facilitava isso. O que acontecia? Sabia quando ele ficava com alguém, sabia se ele ficava interessado, se estava doente, feliz, triste. Eu não rompia o laço. Ele continuava fazendo parte da minha vida sem saber. Tive que fazer até terapia", conta Rosana, hoje curada.
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