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Se existe o Dia dos Namorados, por que não deveria haver uma data voltada para aqueles menos afortunados no amor? Com este mote, foi criado o Dia do Solteiro - comemorado no dia 15 de agosto, por inúmeros solitários espalhados pelo mundo. Livres, leves e soltos, há solteiros convictos que não abrem mão da liberdade, ao mesmo tempo em que há aqueles que lamentam não ter um cobertor de orelha ou o conforto de um abraço apaixonado para se aquecerem no inverno. Seja por opção ou por falta dela, todos sabemos que existem vantagens e desvantagens na cama vazia. Mas que lado pesa mais para quem está nessa situação?
Para a publicitária Carolina Oliveira, de 32 anos, solteirice é quase um "estado de espírito". Ela, que não casou nem pretende se casar, diz que prefere ter sua própria vida e curti-la bastante a dividi-la com um parceiro. "É claro que eu não fui assim sempre. Já tive minha época que acreditar no tal 'príncipe encantado', mas nunca fui melosa com meus namorados. Talvez, por isso, e também por ser independente em vários sentidos, os homens tenham um pouco de receio de se aproximar. Mas não acho ruim. Ainda tenho muitas coisas a fazer e realizar e montar uma família não está entre minhas prioridades", conta ela, que está sem namorado por vontade própria. "Namorei bastante. E já me machuquei, é inevitável. Hoje, estou buscando um tempo para mim mesma e estou feliz assim", garante.
Outro que também não quer se prender a ninguém tão cedo é o estudante Felipe Taunay, de 23 anos. Um autêntico "solteiro no Rio de Janeiro", ele não troca a fartura da night e a gandaia por uma relação séria: "Futebol, bar, noitada e conhecer gente nova todo fim-de-semana. Tem coisa melhor?", justifica, rindo. Ele, que afirma não conseguir ficar muito tempo com uma mesma pessoa, só foge de um rabo-de-saia quando vê que as aspirações da moça estão indo além do que ele deseja. "O máximo que durou um namoro meu foi seis meses. O papo de casamento começou a me assustar", revela Felipe. Como costuma-se dizer: solteiro, sim; sozinho, nunca!
O terapeuta e consultor de relacionamentos Sergio Savian, diretor da Escola de Relacionamento Mudança de Hábito, reconhece que a lista de pontos positivos na condição de solteirice é realmente tentadora. "A melhor coisa de ser solteiro é a liberdade, a autonomia para ir e vir sem ter que dar satisfação para os outros. Você escolhe seu próprio ritmo, tem mais tempo para si e pode sair com quem quiser, sem ter que prestar contas", destaca. No entanto, a falta de um parceiro fixo pode ser conseqüência da dificuldade em lidar com o amor ou com o outro. "Existem pessoas que não têm 'talento' para namorar ou casar. Elas preferem caminhar sozinhas na vida, sem paciência ou habilidade para aprofundar-se em relacionamentos. Os tempos atuais beneficiam estas pessoas na medida em que hoje se pode ter encontros efêmeros, sexo avulso etc", ressalta Savian.
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