No mês passado, no dia 21 de maio, esta coluna fez seu primeiro aniversário. Desejo a ela muitas felicidades e muitos anos de vida. Parabéns.
Escrevê-la é um enorme prazer. Aguça os sentidos. Me faz parecer maluca, quando, às quatro da manhã, levanto da cama para buscar caneta e papel - estou cheia de idéias. É também, não vou mentir, motivo de angústia quando me sinto vazia e não encontro assunto digno. Ou quando só moram na minha cabeça pensamentos que não quero dividir com ninguém.
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Tenho recebido alguns e-mails carinhosos não pelo aniversário, que passou despercebido, mas quando a coluna toca alguém por algum motivo - acho que, às vezes, as pessoas se reconhecem nas minhas palavras. E é para isso mesmo que escrevo: emocionar e gerar identificação.
Tento responder a maioria dos e-mails. É curioso: respondo, agradeço e pergunto se a pessoa conhece o meu blog. Dou o link, mesmo antes de saber a resposta. E a resposta não vem. Nunca veio. Eu replico os meus leitores e eles nunca me treplicam.
Nessa semana, recebi um email especial. Divido com vocês:
"Rosana, você é um encanto. Sua coluna é muito bem escrita.
Estas coisas me fazem muito feliz.
Bjs de sua mãe"
Lembram da "Aula de Informática"?
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A coluna nasceu no canal "Amor e Sexo". Seis meses depois, eu não escrevia nada sobre amor. Muito menos, sexo. Tanto que a coluna foi despejada e fixou morada no canal "Estilo de Viver". Logo em seguida, eu só falava de família. Tinha certeza que seria mandada para o "Casa e Família". Mas passou. Agora, minha editora, a querida Marcella Brum, puxa conversa:
- A coluna está linda, diz ela no MSN.
- Obrigada, respondo.
- Nossa, você anda inspirada, sabia?
- Você acha? Tem um quê de amargura, não?
- Nada! Você vai voltar pro "Amor".
Vou voltar pro amor. Vou voltar pro amor.
- Sério?, pergunto.
Depois de seis meses no "Estilo de Viver", volto para o amor, digo, para o canal "Amor e Sexo". Só penso nisso, na mudança, no amor, em sexo, em Botafogo, nas pessoas apressadas, nas britadeiras. Botafogo é prosa, a Lagoa é poesia. Penso em amor, amor, amor. Amor.
O amor, assim como o pôr-do-sol, é brega. Falar de amor: brega. Minha coluna da semana passada e outras que teimei em escrever: todas bregas, breguíssimas. Pois, então, nesse caso, diante disso, portanto, sou brega. Adoro.
Quero declarações de amor, café da manhã de comercial de margarina, beijo na barriga, Fábio Jr, rosas vermelhas, amor, amor, amor. E sexo, claro. Sexo, se possível, a noite inteira. Sexo, se possível, com olho no olho. Sexo, preferencialmente, com amor. Amor, amor.
O problema do amor é que ele não gosta de se sentir na obrigação de sê-lo. O amor é livre, gosta de chegar de surpresa e falar baixo. Desde que soube que voltaria para o "Amor", abri e estiquei os dedos dos pés, como garras.
Desculpe, Marcella, mas não sei se vou conseguir falar de amor e sexo, agora que você mandou. Às vezes, quase sempre, o subentendido é melhor. Sou aprendiz, mas estou gostando. Fica a seu cargo deixar a coluna no "Estilo de Viver" ou transferi-la para "Amor e Sexo". Depois me diz.
Rosana Caiado nasceu no Rio de Janeiro, em novembro de 77. Desde então só quer ser amada. É devota do amor à primeira vista, do amor eterno e do amor após o matrimônio. Seu primeiro amor foi a publicidade, depois flertou com o jornalismo e veio a casar de véu e grinalda com a dramaturgia. Para fugir da rotina, faz aulas de jazz e dança de salão, inventa moda, joga charme e escreve no blog Pseudônimos.  Leia mais deste autor.





